quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

ALTAMIRANOS 110 ANOS – DA ESPANHA PARA O BRASIL


 

Em dezembro de 1995, com a ajuda e adesão dos primos consegui reunir boa parte da família Altamirano no CORINTHIANS (tinha que ser) numa festa “flamenca”. Eram quase cem pessoas. Esse encontro emblemático sempre citado pelo primo Juarez “Altamirano” Daque, contou com descendentes de três dos quatro “abuelos” nascidos na Espanha (irmãos) que deram continuidade à família no Brasil: Sebastian, Aurora e Juan. (Infelizmente faltaram descendentes do tio-avô Antonio que faleceu precocemente deixando dois filhos a Francisca e o Fabiano). Tive um imenso prazer de reunir, tios, primos e irmãos que não se viam há mais de trinta anos. Uma das histórias mais comoventes para mim foi resgatar a tia Lola Altamirano, irmã do meu pai, que ao chegar à festa conduzida pelas mãos de minha mãe Djanira, se aproximou e sussurrou ao pé do ouvido: “Sobrinho, depois de hoje já posso morrer”. Tivemos mais um breve encontro da família na “Pizza dos 100 anos” em 2011 em comemoração aos 100 anos da imigração, onde muitos presentes da festa de 1995 já não estavam entre nós.

Pois é, em 2021 nessa comemoração dos 110 anos da vinda dos Altamirano para o Brasil, no meio de uma pandemia, seria inviável programarmos um novo encontro presencial, mas, como sou um teimoso descendente de espanhóis, usei a rede social para reaproximar os primos, e manter vivas as nossas raízes espanholas. Espero que essas “pérolas” motivem as novas gerações a cultivarem as raízes que são a nossa referência e nossa identidade. Afinal, alguém já disse que “a árvore que perde suas raízes apodrece-se os frutos”. Encontrem-se: O encontro é a celebração da vida.

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