Em dezembro
de 1995, com a ajuda e adesão dos primos consegui reunir boa parte da família
Altamirano no CORINTHIANS (tinha que ser) numa festa “flamenca”. Eram quase cem
pessoas. Esse encontro emblemático sempre citado pelo primo Juarez “Altamirano”
Daque, contou com descendentes de três dos quatro “abuelos” nascidos na Espanha
(irmãos) que deram continuidade à família no Brasil: Sebastian, Aurora e Juan. (Infelizmente
faltaram descendentes do tio-avô Antonio que faleceu precocemente deixando dois
filhos a Francisca e o Fabiano). Tive um imenso prazer de reunir, tios, primos
e irmãos que não se viam há mais de trinta anos. Uma das histórias mais
comoventes para mim foi resgatar a tia Lola Altamirano, irmã do meu pai, que ao
chegar à festa conduzida pelas mãos de minha mãe Djanira, se aproximou e
sussurrou ao pé do ouvido: “Sobrinho, depois de hoje já posso morrer”. Tivemos
mais um breve encontro da família na “Pizza dos 100 anos” em 2011 em
comemoração aos 100 anos da imigração, onde muitos presentes da festa de 1995
já não estavam entre nós.
Pois é, em
2021 nessa comemoração dos 110 anos da vinda dos Altamirano para o Brasil, no
meio de uma pandemia, seria inviável programarmos um novo encontro presencial,
mas, como sou um teimoso descendente de espanhóis, usei a rede social para
reaproximar os primos, e manter vivas as nossas raízes espanholas. Espero que
essas “pérolas” motivem as novas gerações a cultivarem as raízes que são a
nossa referência e nossa identidade. Afinal, alguém já disse que “a árvore que
perde suas raízes apodrece-se os frutos”. Encontrem-se: O encontro é a
celebração da vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário